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日志


9月27日

Bicharada e eu

Acho que toda a gente sabe que sou doida por animais....
Cresci rodeada de animais
- o gato Amédio do qual não me lembro porque era pequenita;
- o gato Fáni que escolhi da ninhada da minha tia, siamês de rabo torcido, que tanto penou com as minhas traquinices de criança e que me deixou algumas marcas físicas (uma arranhadela na cara ainda é vísivel com atenção!). Ainda não andava na primária quando veio para casa e morreu já eu estava na faculdade!
- periquitos ás resmas, com gaiolas de criação
- casal de canários que a minha mãe desesperadamente tentava reproduzir mas os ovos nunca iam avante
- a hamster Marouska que o meu padrinho me ofereceu, adorava a minha mãe e dava-me cada dentada! Acasalou uma vez mas acho que foi uma experiência traumática porque nunca mais quis macho na vida; respeitámos o seu celibato...
- tartarugas jovens que me ofereceram: uma no aniversário dos 18 anos pelas amigas e outra que a minha cunhada despachou cá para casa (desesperava a minha sogra!)
- a Tuga, uma tartaruga de 20cm que o meu namorado me ofereceu, dona da casa que andava para todo o lado e que me fez chorar baba e ranho quando a encontrei morta. O meu pai furioso por eu soluçar desalmadamente e a minha mãe: "deixa lá a rapariga já sabes como ela é com os bichos..." 
- uma outra hamster da qual não me lembro o nome (vergonha) que o meu irmão achou abandonada na rua enquanto passeava o cão. "Mais um bicho, menos outro, seja benvinda."
- a coelha Dalila que o Rica me ofereceu que deambulava pela casa na boa, muito asseada, que voltava á gaiola para dormir. Também chorei baba e ranho quando a tive de dar; crescia desalmadamente e tive de aceitar que estaria melhor noutro sítio. Bem haja á chefe Isabel que a acolheu na quinta junto dos seus irmãos orelhudos
- o meu Jonas. Sem palavras, simplesmente AMO-O! Por tudo, pelo amor, amizade, companheirismo. Fiel amigo dos meus pais, companheiro da minha mãe e agora, o guardião do pai. Nem quero imaginar quando ele se fôr. Não quero.
Durante todo este tempo tive uma grande companheira de armas: a minha MÃE que tal como eu era doida por animais e tinha um coração de ouro. Se não fosse o meu pai a travar as nossas loucuras, não sei.... Amo-te mãe por me teres ensinado a respeitar e amar todos os bichinhos que têm alma e coração como nós! 
 
Agora que estou na minha casa tenho de me refrear. Não é sensato ter animais peludos porque o Rica é cheio de alergias; vingo-me nos peixinhos.
Mas tenho de ser sensata na mesma porque também requerem muita atenção e trabalho, não pensem que é só pôr comida.
 
Todo este desabafo porquê? Há dias ofereceram-me um casal de Porquinhos da Índia, algo que sempre quis ter mas o pai: NEM PENSAR!. O engraçado é que nem vacilei, respondi simplesmente: "Adorava mas não posso...".
Depois disso já me ofereceram um cão, cachorro líndissimo, negro. Novamente, "Adorava, mas não posso!"
 
Não é pelo Ricardo só, é porque a idade traz a sensatez e como acredito que todos os animais merecem respeito, amor e companheirismo, não podendo dar-lhes tudo isso é mais humano que outra pessoa disponível lhes dê.
 
Pensem nisto na próxima vez que vacilarem perante um dilema destes. Pensem muito bem mesmo.
9月20日

Labradores!!!!

A minha última aventura literária foi "Marley e eu" de John Grogan, durante as férias.Imaginem quando sonhamos em ter um lindo labrador, grande, brincalhão, fiel e grande amigo? Pois, pois...e o resto? A história é verídica e narra a aventura de um jovem casal americano, jornalistas, que decide ter um cão, pois querem "treinar" as responsabilidades de ter um filho (horários, doenças, acidentes, imprevistos,...) e adquirem um cachorro labrador, cor castanha, lindo de morrrer. Entretanto é relatada toda a história da vida do cão entrelaçada na vida dos próprios donos, que entretanto tem 3 filhos; o bicho é terrível, rói tudo, é expulso da 1ª escola de obediência, tem pânico de tempestades (atenção que o casal vive na Flórida) a pontos de se ferir todo com a fúria de esconder e ainda...tem de tomar uns drunfuzitos antes das tempestades chegarem para seu próprio bem.
Mas todo o entusiasmo do Marley é acompanhado pelo preserverância dos donos e este acaba por falecer de velhice, depois de uma vida de aventuras junto dos que amava.
É um livro muito giro que nos leva a pensar várias vezes antes de termos um animal de estimação, pois nem sempre as coisas correm bem e é necessário muita paciência e amor para encontrarmos um equílibrio nesta relação. Aconselho a todos os amantes de cães, com ou sem cão!